Tempo Ao Tempo
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Tempo Ao Tempo
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Arranquei a mordaça e larguei minhas vozes
Por entre favelas, quilombos
Tanto pesadelo acordado
Vivendo com o peso do mundo nos ombros
Snipers que acertam o alvo
Miraram sua bala em minha direção
Disseram que eu era causador de baderna
Mas só segui meu coração
Opositores facistas
Querem que eu me cale, ajoelhe, obedeça
Talvez eu seja zumbi
Por estar aqui em confronto, querem minha cabeça
Pra foder com esses puto
Encarno até kid bengala
Exalo herança ancestral
Pra não ter quer voltar pra dentro da senzala
E a pivetada correndo com o pó de vidro na linha
Sobe outro e disbica
A pivetada correndo com o pó de vicio na esquina
Diz como é que fica?
E esse cena cês acha cômico?
Mas quase nunca vejo graça em série
Eu tô tentando deixar menos crônico
Já que teu filho me ouve, então meu papo é sério
Só espero que de tempo de evitar o fim dos tempos
A questão não é quem vai ser exemplo, ou quem vai a tudo resistir
De questão eu tô cheio, tô atrás de respostas
Pra trazer de volta motivos pra sorrir
Luz para as almas e vidas
Verão a minha cara estampando a capa da forbes mano
Tão abismado, e eu tô avisando
Soará repercusivo nós conquistando espaço
Meta furar bolso, claro
Meta fora Bolsonaro
Metáfora só me fará sentido
Se eu conseguir me esquivar do disparo!
Vida em dois estados
Suicida, agressivo
Uma guerra sádica em troca de mente sã
Poucos se importam quem daqui ainda sai vivo
Sua morte é motivos de postar no Instagram
Não tem mais cadeiras vip
Vejo apocalipse da escadaria
Não passageiro como eclipse
Sou passageiro na blitz do dia
Como fugir sem dar fuga me ajuda
Essa porra aqui não é alcatraz
Nunca deram nada acessível
Agora dão arma na mão, pra da minha mãe tirar a paz
Enterra o que te mata
Em terra cultive a mata
Nos jogam medo, bala, fome, vala contas, e fala: Seja acrobata
Hoje eu sou homem preto, índio, bicha
Mulher e quem mais tiver revoltado
Lá fora chove lama, sangue, fogo, drama
O karma é boomerang dos pecados
É foda dar tempo ao tempo quando
Em frente ainda tem uma antiga briga
Apanhar calado nunca
A rua me da anticorpos pra vida, luz!
Não faço distinção de seres, raças, cores, etnias
Entenda que o justo tem o paraíso
Por seus atos, anda no caminho da luz
Acorda! Quem compreende meus dizeres
Não fala por mim agindo oposto!
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