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Meu Juramento

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Lyrics

Meu Juramento

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O dia começa antes do sol

E na cidade de dorme ninguém quer saber

De quem são os braços que movem a roda

Mas que perpetuem quem está no poder

Os muros que cercam o local de onde eu venho

Não são de se ver como em outros lugares

Mas são tão sólidos quanto os grilhões

Que apertam e sangram os meus calcanhares

Você vai dizer que eu exagero, que o que eu preciso é batalhar mais

(Mas) você não convive com os tiroteios e o medo da morte que o caveira traz

É ter de esperar o cheiro de sangue, o barulho dos corpos sendo empilhados

De rabecão rumo ao inferno com nossos vizinhos ensanguentados

Poeira, asfalto, estado, assalto

O milagre da morte se perpetua

E a desgraça da vida nua e crua

Nascido e criado

Buscando alento

Juntando os cacos

Diante ao relento

O novo que chora

O velho lamento

É disso que falo

No meu juramento

O sistema corrompe e o que te resta

É se sujeitar à mão do patrão

(Que) controla sua vida com o pulso firme

E nos faz lembrar tempos de escravidão

O ódio se ergue constrói sua morada

No peito do jovem que custa a entender

Que ser preto e pobre é o seu crime

Ter nascido no morro é um pecado à esconder

Eu juro que não vou morrer sem tentar, mas isso é passado à cada geração

A meta é pular pro outro lado do muro e manter esse ciclo de exploração

Não existe lugar ao sol para nós o sistema nunca te deixa esquecer

Você pode até sair da favela, a favela nunca vai sair de você

Poeira, asfalto, estado, assalto

O milagre da morte se perpetua

E a desgraça da vida nua e crua

Nascido e criado

Buscando alento

Juntando os cacos

Diante ao relento

O novo que chora

O velho lamento

É disso que falo

No meu juramento

A mão do estado é mais pesada aqui

Mão da justiça, mais pesada aqui

A mão do ódio é mais pesada aqui

Mão da morte, mais pesada aqui

A mão do estado é mais pesada aqui

Mão da justiça, mais pesada aqui

A mão do ódio é mais pesada aqui

Mão da morte

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