Tamara Franklin
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Anônima

Anônima lyrics by Tamara Franklin. Mais uma preta marrenta, vinda das ruas barrentas Dos versos sujos e puros, melhor que as letra limpa e nojenta Caligrafia...

Tamara Franklin visibility17 visits Video on page
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Lyrics

Anônima

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Mais uma preta marrenta, vinda das ruas barrentas

Dos versos sujos e puros, melhor que as letra limpa e nojenta

Caligrafia feia, rabisco nas pautas, normal

As folha voa cheias de rebarba da espiral

Em meio a tanta idéia, vivo por um triz

Mas não tô na de crescer, tô na de firmar raiz

Feliz quem diz e prediz as diretriz

Cicatriz dos meus desafetos, entre filial e matriz

Sou sim, eu quis, sou sim mulher

Simples como a brisa, tipo chinelo no pé

Tipo del rey borbulha no copo, arroz e feijão no prato

Tipo saber que minha carne é a mais barata do mercado

Melodia tão marcante quanto o som dos carros de boi

Em cada laje o mirante de quem ainda não foi

Saudade da inocência no olhar dos meninos sem medo

Quando mcs escreviam essência e não frases de efeito

Mas já passou voadão e nem leu a missão

Sei nem se é cristão, sei não, tô de cão

Degustando o fim da história sem saber o gosto do início

Pisa até no rap, ferve nessa febre é sinistro

Moleque, marca touca, não sabe que a idéia é outra

Rima é pra firmar na alma e não pra derreter na boca

Louca essa viagem e quem não entende acusa

Abusa do meu flow, não que seu olhar seduza

Idéia translúcida, cada verso eu solto meia dúzia

Tá quente aqui ideologia difusa

Eu não tô mais confusa, não vou nem trocar de blusa

Etiqueta é pra quem tem, muita gente tem e não usa

De mim flui água viva, preta de alma cafuza

Os grilhões embaçam que a minha liberdade assusta

Não contavam com minha astúcia, já vestiu a carapuça

Sou livre, leve e fatal, o apetite é de medusa

Mas não quero malote, castelo nem carro forte

Tenho a dádiva do som e me considero uma mulher de sorte

Sorte? Uma neguinha do meu porte?

Viver pra mim é cristo, lucro pra mim é a morte

Eu nasci do lado norte, cê conhece o mantiqueira?

Moro lá pertin, entre os cascalho e as ladeiras

Ninho dos monge mascavo, lan matarazzo, som de primeira

Look a praça é nossa, um dia eu colo, já tô de bobeira

Este é meu ritmo, celeiro artístico

A quadra do Robsom é pra nós bem mais que ponto turístico

Pedra branca pra quem não conhece, respeito mantenho

Quer saber quem eu sou? É só saber da onde eu venho!

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