Tamara Franklin
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Saúde Pras Irmãs

Saúde Pras Irmãs lyrics by Tamara Franklin. Uma casa verde, com telhado branco Um Opala preto, um príncipe Bantu Devagar com o andor, cuidado com o Santo...

Tamara Franklin visibility16 visits Video on page
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Lyrics

Saúde Pras Irmãs

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Uma casa verde, com telhado branco

Um Opala preto, um príncipe Bantu

Devagar com o andor, cuidado com o Santo

Dinheiro eu também quero, mas nem tanto

Paz pro meu espírito e harmonia pro meu canto

E cuidado com os matumbo, quilumba de Quilombo

Baobá não tomba, kizola meu milongo

E mais batuque pra enxugar meu pranto

Um sapato novo, um vestido longo

Um batom vibrante, um qualquer no banco

Um rolê do loko, um bom som tocando

Um DJ do foda e uma MC rimando

Saúde pras irmãs que formam o bando

Eu quero mais saúde pras irmãs que formam o bando

Um pouco mais de brilho, pras mina chegar tombando

Pretas e Pretos no comando

Do desejo mais extravagante ao mais sútil

Para sonhar sem sentir culpa por ser fútil

Unir o que me é agradável e inútil?

Me diz como se "os neguinho" ainda estão de fuzil

Pé do morro, mata ou morre, ataca ou corre. É o que ocorre

Do lado norte tem revólver e quem se envolve não resolve

Na realidade, a real idade desses homens

Faixa etária de menino. No máximo um nome e mais nada

Além da cor da pele que joga na marginal

Qualquer sonho inalcançável que parece surreal

Sufoca o que é ancestral e pra nós sobram os restos

Enquanto os meus estão na lona, meu RAP ainda é protesto

(Colombiana:)

Meus irmãos tiveram sonhos, viraram pesadelos

Quiseram trabalhar e nos deram a escravidão

E na comunidade o menor queria ser Deus

E achou que era possível com uma peça na mão

Quiseram apagar uma história escrita a sangue

O ódio é gratuito pra quem nunca teve nada

Mal eles tão sabendo que a favela tá o crime

Vamo tomar esse mundo de assalto à mão letrada

Mas sempre tem aquele que é leal, vida loka

Ponta, linha de frente, tipo que mata ou mata

Certo pelo certo, onde a ideia é pouca

Prova que na sua veia não tem sangue de barata

Grande parte se foi só ficou pra história

Nesse jogo fiquei, quero conquistar bem mais

Nessa terra de egos, quem é humilde é rei

Mantenho a fé em Deus, na minha Glock jamais

Saúde pras irmãs que formam o bando

Eu quero mais saúde pras irmãs que formam o bando

Um pouco mais de brilho, "pras mina" chegar tombando

Pretas e Pretos no comando

Nossa coroa não é blefe, nossa cor não é moda

Ser preto na internet é diferente do enquadro da rota

Sei que nós apavora (ôh)

Com as bera na mão ou com o canudo do diploma

Vários corres, nem todos tá no stories

Monitorado, grampeado. Eles quer dar o bote

Sai do meu rastro não espere meu naufrágio

Minha rota não é aquela que vocês traçaram

Tô indo além, com força abrindo cortina

Quem impossibilita usa passagem até da bíblia

Resistimos vivos, com compromisso

Esquivando dos empecilhos que abraçam os meninos

Nos leva na lua e aterrisamos no presídio

Mó difícil, se levantar como Zé do Egito

Zona Norte é quem pesa na balança

Tamara, Iza Sabino, Colombiana

(Iza Sabino)

Tamara, me fala se o que cabe a nós é não admitir falha

Fiquei fudida por não quererem uma mina na fala

Antes fosse as frase que tem nessas bala pra beijar na boca

Mas nós quer atingir mente sábia, sabe?

Somos as Mina foda que nem cabe

Com a rima afiada, defesa tipo dentes de sabre

Sobre isso, nosso povo real vem sempre aplaude

Outros usam o dedo pra apontar e pensam que nós nem sabe

Ó, aprendi que nessa caminhada

Ce olhar muito pra cima faz você perder o jogo das pernas

Sintomas: A sua visão sempre escurece

Seu sangue desce e você acha que nunca erra (haha)

Brincadeiras à parte pra não perder a cabeça

Com tanta idéia que nos faz negar

O que tanto sonhamos pra desviar nossos planos

Mas nós firma o toco pra fazer o RAP aqui sempre brilhar

Uma casa verde, com telhado branco

Um Opala preto, um príncipe bantu

Devagar com o andor, cuidado com o Santo

Dinheiro eu também quero, mas nem tanto

Paz pro meu espírito, harmonia pro meu canto

E cuidado com os matumbos, quilumba de Quilombo

Baobá não tomba, kizola meu milongo

E mais batuque pra enxugar meu pranto

Um sapato novo, um vestido longo

Um batom vibrante, um qualquer no banco

Um rolê do loko, um bom som tocando

Um DJ do foda e uma MC rimando

Saúde pras irmãs que formam o bando

Eu quero mais saúde pras irmãs que formam o bando

Um pouco mais de brilho, "pras mina" chegar tombando

Pretas e Pretos no comando

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