Tiago Miçanga
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O Homem Cascalho errante numa noite Vazia nos subúrbios aporéticos

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Lyrics

O Homem Cascalho errante numa noite Vazia nos subúrbios aporéticos

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Começa sempre quando tem o "q" de termina

Cinza que compõe o seu semblante

Eu fico no ar, e duvido de tudo

Como se tivesse chovendo

Como se tivesse valendo e desta vez fosse a Vera

Em dias nublados oscilando ao sol quente rachado

E de menta na boca as vezes se adormece no banco do ponto de ônibus

Mas se bem que se sabe que alguns já se mataram por ai

Que no final da noite que nuca acaba e emenda dia após dia

Vale tudo entre os vários Rios que habitam o grande Rio de Janeiro

Com suas esquinas pitorescas

Pessoas viajando pra esquecer

Esquecem do motivo da viajem

Pega as mochilas de acampar retoma ao ponto de partida

Pernas que não queriam obedecer este estúpido caminhante

Que se perde por ai e nem percebe as possibilidades

As vezes no silencio longínquo se ouve os anzóis sendo puxados

Pescadores de uma comunidade brejeira que resiste aos subúrbios intermináveis

Subúrbio que alimentam os homens de papel e açúcar

Mil perdões por fazer poemas tão grandes é que a noite não termina

Ela emenda dia após dia as vezes percebo um surto das trevas

Com toda certeza meu amigo a noite só acaba quando esgota a cachaça

E como cria do inferno solto no mundo escorregando em casca de banana só pra chamar tua atenção]

Faz verso como escapismo do tédio infinito

E não sente nem de longe o cheiro da tristeza (só as vezes)

Pois agora tapa as orelhas como mula que empaca em dia de toró.

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