Grito
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Grito
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E o diabo batendo na face
Querem sua parte mesmo assim esses caras não acordam
Tendo que correr pra caralho pra que não me enforquem
Gritando alto pra caralho pra tirar sua paz
Dizem ser os melhores
Só que nesse ambiente hostil eu tive que ser um dos piores
Pra quem vive aqui, sabe que aqui são objeto de estudo
Pouca informação pra que fiquemos burros
Onde a vantagem serve pra quem teve tudo
Onde o sistema oprime e mata pra ficarmos mudos (mano)
Deixei pra trás tudo o que não me agrega
A mente em queda eu escrevendo sonhos
Já que pra tudo tem um plano nessa vida (fi)
Cada passo é uma tortura, uma conquista
Nesse futuro cômico, pessoas de papel vislumbram o artificial
A arte cênica cumprindo pena no próprio quintal
Então me diz se vale a pena a cinzas no céu nublado
Guerras, mazelas, pessoas em seus pecados omitem a verdade
Seguimos calados
Vida vazia e fútil, já que o clima hostil é o fruto do nosso passado
Sexta-feira misturamos viver com se matar
Morte e vida severina de velórios pra chorar
Pela efemeridade do que um dia ia descartar
E de bonecos de massinha para modelar
Recolhendo os cacos de memórias ruins
Pra remontar um eu perdido em jogos vorazes e mortais
Me torturando pra sair de seus grilhões e gritando
Até arrebentar todas as cordas vocais (tem mais)
Batendo sempre nessa tecla até que tu entenda
Que diante de um atraso pra abstrair passei a ser abstrato (sensato)
Sem ir com muita sede ao pote, sejamos racionais
E não escravos de desejos implantados
Foda-se sua aceitação e sua palavra
Sigo formando os meus pra combater os seus
Enquanto tu desfila com sua sacola de compras
De lojas que vendem nossa realidade
E não lucramos nada
(E não lucramos nada)
Deixei de ser feliz quando roubaram o meu sorriso
Foda é sobreviver, viver sem se envolver sem conviver
Vi menos poesia e passei a ser bem mais explicativo
(Bem mais explicativo é)
Puxam gatilhos na calada
Mete o louco só pra se sentir mais vivo com sua quadrada
Tive gatilhos na calada
Termos diferentes pra dizer a mesma coisa
E métrica infantil só pra mentes colonizadas
Saltei da estrutura e fui caindo aos poucos
Nesse cimento de palavras
Que é sanidade até pros loucos
Que é sanidade em tempos loucos
Sexta-feira misturamos viver com se matar
Morte e vida severina de velórios pra chorar
Pela efemeridade do que um dia ia descartar
E de bonecos de massinha para modelar
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