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Capetinha 1

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Lyrics

Capetinha 1

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Historias da periferia, choros alegrias

A morte do capetinha me fez relatar

Que o tempo vai passando, gerações treinando

E marcas vão ficando aqui nesse lugar, aê, truta, vai vendo

Histórias da periferia, te apresento o Capetinha

Mais um moleque do gueto, sistema não teve estia

Sua mãe, pobre coitada, trampava de faxineira

Seu pai, um viciado, logo veio a tristeza

Cirrose no sangue, cachaça na veia

Agora orfão de pai, sem fartura na mesa

O Capetinha no seu canto, só observando

Seus irmãos passando fome, no veneno chorando

Engraxava sapato, vigiava carro

Para ajudar sua velha, na despesa do barraco

Ninguém compadeceu daquela situação

O Capetinha sem estudo, sem educação

Não arrumava um trampo, tirado de favelado

Sua infância sólada, rejeitado e humilhado

Andava perambulando nas ruas do pedegral

É eficaz que o seu futuro não sera legal

Sem moral mó perrê, nego aqui passa mal

No veneno revolta e tal, o crime é letal

É tarde de domingo, o Sol tá quente

O Capetinha se envolve com algo diferente

Histórias da periferia, o Capetinha foi só mais um

Histórias da periferia, foi assim, partiu do gueto

Aos 16 de idade já estava usando droga, andando com bandido

Capetinha vai à farra, curtindo de embalo na vila

União onde acabou entrando na maldita função

É sequestro relâmpago, altos B. O

Foi preso, mas saiu do maldito chilindró

Usa droga, passa droga, se garantir

Um 155, 157 fazia sem medir

Comprou o seu boné, a sua bermuda, sua peita do 2pac

Se sentia o rei da rua, na esquina da quebrada ele viajava

Fumando o seu beck, com a rapaziada em guerra, levou tiro

Deu tiro também, derrubou um camarada, cujo vulgo era neném

Briga de gangue, tá ligado, Capetinha era o chefão

Não ligava pra sua velha, nem pros seus irmãos

Estava na vida louca, na correria, me lembro

Com sangue no olho, tipo moleque veneno

Periculoso, chamado de mal elemento

Capetinha era temido, aê, truta vai vendo, aê, truta, vai vendo

Histórias da periferia, o Capetinha foi só mais um

Histórias da periferia, foi assim, partiu do gueto

Um assalto atrás do outro, capetinha estava louco

A droga te consumia, eu via pouco a pouco

Ele foi pra igreja, mas desandou

O caminho do crime ele optou, dançou

Se era lícito ou ilícito, nem se ligava

O capetinha cheirado na brisa, viajava

Não quis ouvir o Senhor, se embarcou na função

Foi meter uma cachanga, com um tal de Negujão

E aí, Capetinha!

Qual é, Negujão?

Vamos roubar aquela casa

Demorou, ladrão

Sem saber que a casa era de um gambé

Agora no seu encalço, os cana não sai do seu pé

Vish, ladrão, lá vem a viatura na rota, para e pergunta

Alguém conhece o Capetinha?

Um laranja responde: Tá lá no bar, com Negujão

Os homens saem a mil, em direção ao boteco

Capetinha de vacilo, Negujão sai de perto

Inventou um caô e foi embora, o Capetinha grilou

Meu Deus, minha nossa Senhora, que calafrio

É esse sentindo, se perguntava

O flash da sua vida, na sua mente passava

Da sua infância precária, sem brinquedo, sem nada

A rua só te deu inimizade, droga e arma

O Capetinha sai do bar e ouve uma voz

(A casa caiu pleba) Era dura da gói

Uma rajada foi disparada, não deu tempo pra correr

A noticia se espalhou, o Capetinha acaba de morrer

Histórias da periferia, o Capetinha foi só mais um

Histórias da periferia, foi assim, partiu do gueto

Histórias da periferia, o Capetinha foi só mais um

Histórias da periferia, foi assim, partiu do gueto

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