Victor Nowosh
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O Grande Império Daomé-Maranhão e As Não Fronteiras da Encantaria do Querebetã de Zomadônu

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O Grande Império Daomé-Maranhão e As Não Fronteiras da Encantaria do Querebetã de Zomadônu

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Meu leão virou pantera e tomou a avenida

Na quimera dessas feras vou louvar tambor de mina

No meu corpo trago a força, em meu sangue a realeza

Evocando as ahosi e sua aura de grandeza

Contam lendas desta terra que num sopro de nanã

Esse mundo foi criado com o auxílio de Dan (e a Lua)

Foi dada a Lua a mawu, e o Sol foi dado a lissa (e vão surgir)

Vão surgindo os Voduns

Dando forma ao panteoes Heviosso e sakpata

Pra cuidarem dos humanos e o planeta prosperar

Mas o peso das correntes sentencia a raça ao mar

A ganância toma a forma de um grilhão

De vermelho tinge os campos de algodão

Minha rainha, não fique a chorar

Seu rugido de pantera para sempre há de ecoar

(E ecoou)

Tocam atabaques e agogôs

Cantam os jeje-nagôs em sua fé

E nos pontos da encantaria

Vêm clamar por harmonia e muito axé

Nos terreiros ouço o toque de abatás

As vodunsis entram na roda e vêm dançar

Chegam caboclos, tobossis e orixás

Pra saudar a nossa mãe (salve Agotime)

E pelas ruas, foliões pedindo paz

Vêm para a festa, misturando os rituais

A magia nunca há de sucumbir no meu querebetã

O tambor vai ressoar

Todo o corpo vai tremer

Rio Belo vai girar, sagrado xirê

Foi nessa terra que fundei minha nação

O meu eterno império de Daomé-Maranhão

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