Walter das Trevas
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Folclóre

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Lyrics

Folclóre

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Na sabença utilizada pela crença no mistério popular

Do sobrenatural que ronda pela madrugada

A velha bruxa vai fumando seu charuto de itú

Na espera do exú à meia-noite espectral

Enquanto isso a poucos metros do matão do cemitério

Um cidadão bebericando vai falando, todo sério

Numa roda de baralho, o que não falta é despautério

Mesmo assim a atenção é garantida até o final

O assunto é cabuloso, não gosto nem de lembrar

Foi contando que no sítio, ele viu um boitatá

Deslizando pelo pasto, com seu rastro fumegante

Num instânte estava lá, de repente já não mais

Obscuro clima de tensão, com 3 valetes na mão

O contador fez uma pausa e retornou a relatar

Sobre os misterios que não param de brotar

Quando a lua fica cheia e coruja vai cantar

Agora outro calafrio, outro gole de caninha

Pois o causo é de mistério e não é da carochinha

Relutante desespero, corre e não olha pra trás

Gargalhada delirante, parecia o satanás

No caminho, em plena fuga, um rosnado assustador

Vindo do pasto um lobisomem, expressão de puro horror

Salivando em 4 patas, tamanho descomunal

Então é sebo nas canelas, corre, corre juvenal

Ah meu santo cristo me ajuda a escapar

Eu prometo que vou lá na igrejinha confessar

Da mesma forma que surgiu, o bicho desapareceu

Em uma trilha tenebrosa o fugitivo se perdeu

De maneira inusitada, encontrou um ambulante

Seu semblante era sombrio, ele sorriu e avançou

Um sorriso degradante, dente podre, descarnado

Corpo-seco era o penado, a quem a terra rejeitou

Desviando no momento em que a mão tentou pegá-lo

Outro caminho alternativo, coberto com mato ralo

Novamente a correria, desespero, um tanto pasmo

Uma clareira no final, mas ja não sabe o que esperar

Ao lá chegar, ofegante, com o coração na mão

Se deparou com um garoto, camiseta e calção

Perguntou o que fazia, perguntou o seu nome

Perguntou onde morava, e se vira o lobisomem

O meu nome é româozinho, moro naquela direção

Se você quiser fugir, então segure a minha mão

Juvenal ressabiado, desconfia do moleque

Sorridente, serelepe, tem caroço nesse angú

O fugitivo se lembrou da lenda de romãozinho

Um garotinho tão malvado, até a morte desprezou

Agora vive perambulando, espalhando a maldade

E disparou na direção contrária do indicador

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