Walter Moraes
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Queixo Roxo, Minha Cruza

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Lyrics

Queixo Roxo, Minha Cruza

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Sou do lombo do cavalo

E ademais, pouco me importa

A fala do guampa torta

E o grito da Jacutinga

Que foi cantar na restinga

Pra não haver a hora morta

Agarro o touro da aspa

E o bagual pela cernelha

Não tranço couro de ovelha

Se até com vento arrebenta

Salta faísca das venta

E fumaça pelas orelha

O corisco, eu conheci

Muito antes dessa era

E o desengano da fera

Tirei de mango a chilena

E até hoje a cantilena

O meu sentido tempera

Queixo roxo, minha cruza

Marca de bronze no couro

Vertente do bebedouro

Cocho de sal e rodeio

No cinchador do arreio

Mangueira e cova de touro

Cavalo que eu arrocino

Sento o basto e quebro o cacho

Muito mais tigre me acho

Esbarra ou passa por cima

E até pro rancho da China

Carrega a estampa de macho

Pelo lado de montar

Só canhoto atira o laço

Hay o tombo e o mangaço

Pra quem vem pelas caronas

Atado nas rocilhonas

De pala enleado no braço

Em noite de Lua clara

Me agrada espichar um bagual

Pra isso, tem um ritual

Do qual eu não abro mão

De atropelar o redomão

E há de ser certo e pontual

Queixo roxo, minha cruza

Dá picumã no galpão

Lavareda dos tição

Cravador, tento e retovo

Pra forja do índio novo

Se eternizar neste chão

Duma papada de touro

Me rebusco de maneia

Que apesar de cosa feia

Não é de se arrebentar

E o bocal de tamanduá

Que o domador apreceia

De a cavalo me parece

Que campereio no céu

E se tapeio o chapéu

As vezes pra desatar o laço

A certeza do meu braço

Tá na armada do sovéu

Entonce a minha chilena

Roçando nos alecrim

Meus Deus do céu tá em mim

A manha de ofícios outros

A liberdade dos potros

É a estrada que não tem fim

Queixo roxo, minha cruza

Com sinal de palmatória

Catre e cavalo da história

Onde deságua a vertente

Berçário da nova gente

Que inda' te canta com glória

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