Na subida do morro
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Na subida do morro
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Na subida do morro me contaram
Que você bateu na minha nega
Isso não é direito
Bater numa mulher que não é sua
Deixando a nega quase nua no meio da rua
A nega quase que virou presunto
Eu não gostei daquele assunto
E hoje eu venho resolvido a lhe mandar
Para a cidade de pé junto
Vou te fazer virar defunto!
Você mesmo sabe
Que eu sempre fui um malandro invocado
Somente estou regenerado
Cheio de malícia
Dei trabalho à polícia pra cachorro
Dei até no dono do morro
Mas nunca abusei de uma mulher que fosse de um amigo
Agora eu me invoquei contigo
E hoje eu venho animado
A lhe deixar todo quebrado
E vou dar-lhe um castigo
Meto-lhe um golpe kung-fu
E arranco fora o seu umbigo
(Falado)
Catapaf, dei-lhe a primeira bolacha, mas o malandro era folgado, cheio de quais-quais-quais e resolveu me encarar. Ah, malandro, eu cheio de faixa preta, dei-lhe um grito chinês dei-lhe um balão "Iá!" e aí o melado escorreu. O melado escorreu, juntou gente, e aí no meio as mulheres nervosas "ai, meu Deus, o homem tá se esvaindo em sangue, chama o pronto-socorro, chama a ambulância" . Ficou aquilo "não joga um canforado, dá uma água com açúcar" , tinha pinta que até já tava na bronca comentou "que nada, dá creolina que ele fecha logo" . Ia passando um senhor de cabelo grisalho, camisa estampada e perguntou "cidadão, o senhor está exorcisando o rapaz?" Eu digo "que nada, cavaleiro, que nada... Essa pinta tava cheio de guéri-guéri então tou fazendo a cabeça dele porque eu sou cobra-criada" . Foi então que eu disse pra rapaziada
(Cantando de novo)
Vocês não se afobem
Que o homem dessa vez não vai morrer
Se ele voltar vai pra valer
Vocês botem terra nesse sangue
Não é guerra, é brincadeira
Vou desviando na carreira
A canadura já vem
E vocês dizem que eu estou me aprontando
Enquanto eu vou me desviando
Vocês vão à justiça
Pro homem do martelo é um papo dichavado
Marcou bobeira na esquina
Acabou sendo atropelado
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