Xirú Antunes
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Cismado

Cismado lyrics by Xirú Antunes. De onde terás vindo Vida matreira, que hoje és minha Que campos, perdidos no infinito Encontrei em ti consciência da razão...

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Lyrics

Cismado

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De onde terás vindo

Vida matreira, que hoje és minha

Que campos, perdidos no infinito

Encontrei em ti consciência da razão maior

Para viver do que ter nascido

Vagando em pagos feito pela ausência

Despertando sóis

Amadureceste a sombra fria

E eu sou mais no bem comum que tenho pela vida

Por saber que és o mesmo Deus que habita em mim

Que são iguais, que são sozinhos

Eu também sou tu

Buscando a interpenetração das querências

Num pago feito de saudade

Vivo laçando estrelas

Madrugando luas

E eu que pensei

Que a roda fosse fita de chegadas e partidas

Mas a roda não chega, nem parte

Vive em torno de si

Para dar ao corpo da carreta, como eu

Ilusão de ânsias percorridas

Deus plantou o homem na terra

Deu-lhe raízes ao vento, rosa ao pensamento

Luta na paz, paz na guerra

E o Homem deparou em si a origem das perguntas

Eu sou a maior pergunta, mas quem sou?

Não me basta de dia viver no corpo

E a noite viver na alma

O homem que sou nasceu em mim

Pensou, sou semente

Sou semente que chegou no tempo

Pousei num ventre

Despertei nesta existência

Plasmado no estado de ser, me fiquei

Alimento um elo cíclico

Telúrico da raça, raçador

Sou prosseguimento de meus avós

Para que meus filhos, sejam entre mim

E meus netos

Mas sei que plantado num sono de terra

Voltarei num dia desses ao nascer da morte

Porque a terra, a terra é o maior

De todos os ventres desta vida

Sou semente que chegou no tempo

E sou antes mesmo antes de saber que era

Hoje que sei, não me permito morrer nunca

Mas se após a minha morte

Não houver mais nada

Faço desse nada uma espera

Sem pressa, sem tempo

Para tornar a ser um dia

Por isto, por mais que siga a distante

Sei que não sai de mim, sou no princípio

E no fim, razão pura da existência

Que vagando na querência

O som da palavra pura

Expressão do pensamento

É a estrada feita no vento

Eu transito sem forma

Perfumando a brisa morna

Pela preguiça do tempo

Tenho rimas de silêncio

Quando em vulto eu me desfaço

Rogando sobre o rumo do meu passo

Me convém, deixando a rima que vem pro verso

Que eu nunca faço

Por mais que siga adiante

Sei que não sai de mim

Sou no princípio e no fim

Razão pura da existência

Que vagando na querência

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