Carro de boi, fiel amigo do carreiro, somos pioneiros, dois heróis do meu sertão. Quem conheceu aquele tempo, não esquece, o carro e o mestre a rodar pelo estradão. Juntos vivemos, nossos momentos de glória, que hoje a história conta com recordação. Carro de boi, que o tempo retirou de moda, mas até hoje ainda roda, dentro do meu coração.
Na chapada do meu peito, no estradão do pensamento, carreando os meus tormentos, vai meu carro a passo lento, meu eterno companheiro.
Vamos boiada, ue ue boi, ferrão de ponta afiada, que essa carga é a mais pesada, é a saudade acumulada dos meus tempos de carreiro.
Carro e carreiro e boiada de carro, rastros no barro que o asfalto apagou. Tarja de luto, rente ao peito do sertão, fim de uma tradição que tantos anos durou.
Carreiro velho, eu fui o herói sem troféu, pendurei o meu chapéu e a minha vara de ferrão, mas carro velho, ainda hoje escuto sim, seu cantar dentro de mim, nas grotas do meu coração.
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