Artigo 163
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Crônicas de Baco

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Lyrics

Crônicas de Baco

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Já fui mudo por muito tempo ,agora eu to mudado

Palavras viram letras, e eu um ser transformado

Formado em expulsar a mais pura agonia

Transformando em textos a minha esquizofrenia

Mania de usar o lápis pra expor minhas verdades

Só tinta e papel,sem idade ou identidades

Intimidades,expostas e impostas sem apostas

Trabalho duro para adquirir minhas respostas

Dexei de ser amordaçado e ganhei um legado

Que transformou meus pensamento em pensamento alado

Errado? não, ele tem que voar livremente

Carregando a esperança de mudar minha gente

Encoerente,?só entende quem quer ou quem tenta!

A verdade que guardo neles,é um tanto intensa

Cada rima é como um grito ou uma exclamação

Transparecendo e entregando uma emoção

Aflição, pois pra minha escrita o tempo é relativo

Contaminando a todos como algo radioativo

Ativo, ao meu eu, que transcende os meus limites pessoais

Para alguns uma bela arte,pra outros textos banais

Irreais ou reais,reflexo dos ideais passados pelos meus pais

Carregando o único medo de ser igual aos iguais

Me transformo em dono do meu próprio tempo como cronos

Pois na junção de cada momento,descobrimos quem somos

Uma coisa tão minha que eu afirmo que aquele que leu

Sabe exatamente como sou eu.....

Sou filho do errado que leva ao certo

Amigo do longe que se encontra tão perto

Amante do brilho claro do escuro

Andarilho do passado e conhecedor do futuro

A medida certa do exagerado

A calma presente no desesperado

Cria dos cabarés e vadios poetas

Aprendiz de meretrizes e de grande profetas

Violentamente pacifico,pacifista violento

Preso em eternos breves momentos

Menino homem ,projeto de malandro crescido

Passageiro e inesquecível,como um sonho perdido

Vazio de tudo e cheio do nada

Um pelegrino espiritual procurando a avuvorada

A cada sorriso ,uma pequena mudança

Cada rima feita uma pontinha de esperança

Cada minuto de silencio mil palavra pra falar

Cada segundo perdido ,uma força pra me achar

Aprendi que cada vida tem a sua importância

Precisar é artificial pura obra da ganância

Aprendi que confiança é pra muito poucos

E que se fodam os cultos pois aprendo mais com os loucos

Aprendi que mesmo velho serei um eterno menino

E que sorte pouco importa, eu que faço o meu destino

A cada dia vazio me completo com a razão

Aprendi que cada verso feito ,muda uma multidão

Nunca fui bom exemplo mais aprendi a aprender

Precisei passar um tempo cego para coseguir ver

Sou o conflito eterno que vai se tornando maior

A mistura de mil pessoas ,pressas em uma só

Um cardume de vidas passadas,que ainda vive

Um poeta,um marginal e um revolucionário em crise

Sou uma dose de erva,whisky e de tabaco

Malandro preso na maldita crônica de baco

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