Bando de Tangarás
Lyric guide

Anedotas

Anedotas lyrics by Bando de Tangarás. Oi! O peixe que eu pesquei lá numa pescaria Eu botei no galinheiro e ele se acostumou E tão habituado que milho comia...

Bando de Tangarás visibility3 visits Video on page
person Curated by Ethan Walker LyroVerse team
Lyrics

Anedotas

The lyric stays readable and compact here; the note and related paths sit nearby so you do not lose the song while looking for context.

Oi! O peixe que eu pesquei lá numa pescaria

Eu botei no galinheiro e ele se acostumou

E tão habituado que milho comia

Ai! Até junto com o galo de quem não estranhou

E até pelo costume tinha liberdade

E muita vez na mão foi que se alimentou

Um dia que maldigo tive piedade

Oi! Por ter tirado o peixe donde se criou

Levei-o para praia e fui botar no mar

Mas ele ao que parece disso não gostou

Pois tendo se esquecido de saber nadar

Oi! Coitadinho do peixe na água se afogou

Ai! Um homem que comprou um burro numa feira

Quando pra sua casa ele ia levar

Foi que ele a reparou, olhando à dianteira

Que faltava dois dentes no maquiçilar

Voltou para fazer sua reclamação

Ao sujeito de quem acabou de comprar

E o homem respondeu cheio de convicção

Ai! Depois de ter ouvido o comprador falar

E disse com a força que a razão lhe dava

O meu caro senhor há de me desculpar

Quando vendi o burro não adivinhava

Que o senhor o queria prele assobiar

Oi! Eu conheci um sujeito que era distraído

E fazia dessa vida uma atrapalhação

Andava pelo mundo tão absorvido

Oi! Que a nada de interesse prestava atenção

E contam mesmo dele um caso tão engraçado

Que eu não duvido mesmo que seja invenção

Dizem que ele chegou em casa preocupado

Oi! com um grande charuto que trouxe na mão

Entrando no seu quarto todo prazenteiro

Fez naquele momento uma tal confusão

Que deitando o charuto no seu travesseiro

Ai! Jogou-se no cinzeiro só por distração

Oi! Lá vinha pelo rio uma pedra boiando

Em riba dessa pedra três navegador

Um deles era cego e nada enxergando

E o outro não tinha braço pois o trem cortou

Mas deles o mais sem-vergonha era o terceiro

Pois estava nuzinho como Deus criou

Em cima vagueando o cego num berreiro

Ai! Olhando para o fundo: "Olha, um tostão", gritou

Então ouvindo aquilo o tal que que era aleijado

Metendo a mão no rio e o níquel apanhou

E o tal que estava nu tendo o tostão tomado

Ai! Mais do que ligeirinho no bolso guardou

Quick answers

What this page can answer fast

Who performs "Anedotas"?

Bando de Tangarás performs "Anedotas", and this lyric page sits inside the Bando de Tangarás catalog on LyroVerse.

Are there related songs to explore after "Anedotas"?

Yes. The related section below points to Assombração and Batente with a short reason for opening each page next.

Where can I find more songs by Bando de Tangarás?

Use the artist link near the top of the page or the related paths section below to keep moving through Bando de Tangarás's lyric pages.

Song Room

Interpretations, questions, and corrections for this song

Interpretations, questions, memories, and correction notes live together here. The room stays noindex while the best insights are reviewed.

Open Song Room
0 followers Selected insights only surface after moderation
Listener comments

What people are saying

0 comments
Add a short interpretation or memory

A strong comment here is specific: the phrase you keep hearing, the mood you come back for, or the reason this song stays in rotation.

Sign in to post the first listener note. Reporting stays open to everyone.

No listener comments on Anedotas yet.