Vê que amenidade, que serenidade
Tem a noite em meio quando em brando enleio
Vem lenir o seio de algum trovador
O luar albente que do bardo a mente
No silêncio exalta, chora tua falta
Rutilante estrela de eteral candor
Minha lira geme no concerto espreme
Que a saudade inspira, vem ouvir a lira
Que senti de lira nesta solidão!
Vem ouvir meu canto no fruir do pranto
Com que a dor orreijo, lançana de arpejo
Pelas fibras tanjo deste coração
Vem meu anjo agora recordar nesta hora
Nosso amor fanado quando eu a teu lado
Mais que aventurado por te amar vivi
Quero a fronte tua ver à luz da Lua
Resplendente e bela, descerra à janela
Que só luz só estro, só pensando em ti
Dá-me o teu conforto que este afeto é morto
Que me consagravas, quando me juravas
Quando protestavas meigo e terno amor
Veio um só momento dar ao pensamento
Mais selante/radiante imagem; depois na miragem
Deixo em tua ausência cruciar-me a dor!
Da saudade, o dardo vem ferir do bardo
O coração silente, essa dor latente
Que só na cama quente poderá findar
Mas, se ainda no peito palpitar
No leito de eterno abrigo, eis de só consigo
Sonhá-lo sem sono, poderá sonhar!
A strong comment here is specific: the phrase you keep hearing, the mood you come back for, or the reason this song stays in rotation.
Sign in to post the first listener note. Reporting stays open to everyone.