Geraldo Magela
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Rap da Roça

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Lyrics

Rap da Roça

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Esse rap foi feito em riba duma carroça

Não fala nada de nada, é o rap da roça

Esse rap foi feito em riba duma carroça

Não fala nada de nada, é o rap da roça

Meu nome é Zé Firmino, sou fio do soldado

Que agarrô à força a doida do sobrado

Cresci sem tomar Toddy, nunca andei de Velotrol

Não bebi moção escoti, num tomei Carcigenol

Cresci no sofrimento, a miséria me cercava

Garrei plantar cebola, ver se as coisas miorava

Mas a seca matô tudo, tentei criá galinha

Os muleque pulô o muro e comeu minhas bichinhas

E nem usaram camisinha...

Prantei a mão num cara que era fio do prefeito

Os polícia me espancaro no avesso e no direito

Tentei prantá mandioca no terreno duma mulata

Ela oiô minhas prantinha e mando ieu prantá batata

Eu pensei "É... A vida é um cão de saia,

Prantá num é minha praia. Eu vô mudar..."

Fui lá pro sertão do Quixadá.

Mas esse rap foi feito em riba duma carroça

Não fala nada de nada, é o rap da roça

Esse rap foi feito em riba duma carroça

Não fala nada de nada, é o rap da roça

Fui trabaiá num sitio de um dotô coroné

O sujeito era esquisito e me fazia de muié!

Eu fazia obrigação, era bom dona de casa

Mas a imaginação do sujeito criou asa

Pedia beijo de língua, mas eu num dava...

Mas esse rap foi feito em riba duma carroça

Não fala nada de nada, é o rap da roça

Esse rap foi feito em riba duma carroça

Não fala nada de nada, é o rap da roça

Teve um filme na cidade de um tal de Lampião

Resorvi virar jagunço dos mais ruim desse sertão.

Na primera das tocaia, pra mostrar que era mau

Avistei Zé das Lacraia, tasquei-lhe um tiro de sal

O minino caiu morto, durinho no meio da mata

Morreu todo sargadinho porque tinha pressão arta.

Troquei a carga da espingarda, usei bala deliça

Veio dona Emengarda com o balaio de lingüiça

Tasquei-lhe um tiro certo na cacunda esquelética

A véia caiu morta porque era diabética

Ah, eu também num tinha bala dietética...

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