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Traços do Cotidiano

Traços do Cotidiano lyrics by In'Rua. Madrugada a dentro debruçado no papel Pra fazer virar real o que eu venho sonhando Rabiscando meu cotidiano, surtando...

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Lyrics

Traços do Cotidiano

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Madrugada a dentro debruçado no papel

Pra fazer virar real o que eu venho sonhando

Rabiscando meu cotidiano, surtando nessa atmosfera cruel

Pensei em parar, ja quis desistir, mas eu percebi

Que um dom me foi dado, então vou seguir rimando

Marcando as letras no papel

Pra fazer virar real o que eu venho sonhando

Rabiscando meu cotidiano, surtando nessa atmosfera cruel

Pensei em parar, ja quis desistir, mas eu percebi

Que um dom me foi dado, então vou seguir rimando

Deixando os traços em espaços que aparecem

Compassos seguem meus passos enquanto riscos parecem

Tomar vida pós-fracasso, crio laços que engrandecem culpa

Mas é escasso, tudo o que me esclarece a dúvida

Dando fuga do meu campo de visão

Mas minha crew na luta, inrua é o que multiplica ação

Po chamou, fechou ms? Erick na contenção

Formado o clâ que aos olhos podres segue na contramão

Juntei todos os medos então, só pra poder lançar ao vento

Depois que a razão me ensinou que quem teme perde tempo

Fodas on, parti pra dentro atento pesando o argumento

Que é arma, no ambiente de guerra que ofusca meu carma e me torna sedento

Por dentro a sede de ganhar, me faz prosseguir

Posso balançar, mas não vou cair

Flertando com desilusão

Botei fé na minha trilha e me pus a sorrir

Nao consegui ser pé no chão

Porque eu taquei os dois pras porta abrir

Sou solto no mundo, então

Vagabundo eu vou fazer bem mais do que só existir

Muitos cairam sem lutar

Tropeçaram sem correr

E a queda que faz lembrar

Que só há uma chance pra viver

Nessa cena em que verdade é acessório

Caráter maqueia a face de falsos profetas

Bh selva de pedra traz sorrisos em velórios

Te faz crescer sempre alerta em um sistema predatório

Traçamo a meta pra poder alcançar

Nada vai parar

Correndo pro jogo virar

In*rua quis e ainda quer

Só que agora nos vamo buscar!

Conversas nao pesam a viagem

Tao espalhando que eu ando espalhando

De umas letras estranhas e sem qualidade

Rap nao vira, nao vinga

Nao chega no ouvido de quem

Nao entende a verdade

Querem opinar, querem ensinar

Pra quem ta de fora é facil falar

O dedo que aponta nao mostra o caminho

De quem tem o foco de onde chegar

Mas onde voce quer chegar

A que ponto vamos chegar

Me diz o que vale a pena

Se eu mato um leao por dia

E ainda ouço os risos das hienas

Pra alguns é facil demais mas

É bom ter cuidado, habitat natural

Onde o natural é ser contrariado

Entao

Nao mosca nao jao, abre o oho entao drão

A vacilação don, é pássagem de ida

Pra boca do tubarão

Mas nós, da mole nao

Bem mais que pose e roupa

Aqui tem trafico de rima

E eu sou dono da minha boca

E cola, que é só chegar desenvolvendo

A feira ta montada, mas comercial nao vendo

Ciencia, nao explica toda minha vivencia

De fato como consequencia

Recebo minha recompensa, 'cê' pensa

Que é brincadeira eu to atento tio

É melhor firmar o toco e ser sangue frio

Ou ja era, ja é?

Se mantem de pé

Eu sei quem é quem quando testam minha fé

Mas tiro de letra nao perco meu sono

Acordo e to pronto, uma palha e um café

Possuo e sou possuido

De flow e rima precisa

Se nao agrada pega a biblia

Faz a reza e me exorcisa

Na base da soma assumo,consumo

No modo noturno o ato de pensar

Do rap mineiro progresso

Em cada verso o ato de não oscilar

Mente inquieta, flertando com surto

No ato da inspiração eu cometo o furto

Trabalho pra lapidar, insisto em questionar

Amargo do trago que eu lhe trago pra tu viciar

E vivenciar, aonde isso vai da? Já não sei

Mas te conto quando eu chegar la

O medo eu deixei pra trás dando lugar a ambição

Apertando rec na track pra concluir minha missão

In'rua de terra cinzenta nos verso a minha oração

Um dia eu posso cair mas ai, hoje não!

Na contramão convida a vida, em batida pra me guiar

Preencho universo em branco ser franco em qualquer lugar

Respeito é pra quem tem!, já dizia sabota

Pra tu nao ter que beijar sola de nenhuma bota

De libra a muro, obscura a cura da minha rotina

Retoma forma e transforma em algo que não se imagina

Tento prever, (quê?) privado de que?

Faço por merecer, mas sem da minha outra face a bater

Tentar entende que minha raça cansou de apanhar

Caço motivo to vivo o bastante pra acreditar

Em uma mudança drástica

É renascer não fazer plástica

No auge da minha frustração inspiração

Faz magica

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