Maurício Gringo
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O Esposo da Pobreza - Júlio Diniz (Espírito)

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Lyrics

O Esposo da Pobreza - Júlio Diniz (Espírito)

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Francisco de Assis, um dia, assim que deixara a orgia no castelo

Entregou-se à natureza, a uma vida de aspereza num canto doce e singelo

Abandonara a vaidade, buscando a paz da humildade, a santa luz da harmonia

E nas horas de repouso, francisco em estranho gozo a voz de Jesus ouvia

Filho meu, faze-te esposo da pobreza desvalida, emprega toda a tua vida

Na doce faina do bem. Francisco, ouve, ninguém vai aos céus sem a bondade

Que é a grande felicidade de todos os corações

Esquece as imperfeições!

Vai, conforta os desgraçados, sedentos e esfomeados

Flagelados pela dor

Quem alivia e consola, recebe também a esmola das luzes do meu amor!

Francisco chorava e ria, e em divinal alegria via os lírios e os jasmins

Que não fiam, que não tecem, com roupagens que parecem

Vestidos de serafins

As aves que não trabalham e no entanto se agasalham, nos celeiros da fartura

Saltando de galho em galho, buscando a graça do orvalho, bênção do céu, doce e pura

Via a terra enverdecida exaltando a força e a vida, a seiva misteriosa

No seio dos vegetais, e a ânsia cariciosa das almas dos animais

E sobretudo, inda via, a sacrossanta harmonia do coração sofredor

Que não tendo amor nem luz, tem tesouros de esplendor

No terno amor de Jesus

Francisco de Assis, então, submerso o coração

Em sublimes alegrias, entregou-se às harmonias

Vibrantes da natureza, tornou-se o amparo da dor

E guiado pelo amor

Fez-se o esposo da pobreza

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