Tornar-se Preto
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Tornar-se Preto
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Militância no canto e o sangue nagô
Certeza na luta, ainda não acabou
Una-se irmão não se negue “negô”
Vitória começa no orgulho da cor
Ô mama áfrica
Nunca será um novo começo, ninguém esquecerá
Um novo fim é nossa luta, e podemos lutar
Sem armas ou com elas, o que precisar
Nos curvamos tanto tempo, mas vamos mudar
E eu vou te mostrar porque
Somos a força e o poder
Não basta só querer
Se você não lutar
Tem que se orgulhar de ser
Preto tipo a não b
Sub emprego não porque
Não é nosso lugar
Rejeitam o que não é igual, veja em suas mãos
Desigualdade é normal, seus dedos também são
Embranquecer não é sinal, de evolução
Cabelo crespo, nariz largo, valorização
Dos quilombos aos pódios só satisfação
Vencedores na história, só superação
Estereotipo excluído, sua libertação
Pele negra mente negra, a sublimação
Vivemos nesse tempo difícil de encarar
Pra quem voltou das cinzas o fogo é pra brincar
Chamado pelo deuses, nova era vai reinar
Dos tambores nosso canto, nosso choro cessará
Sabiam do meu pranto, impediam minha vida
Sabiam as fraquezas, e as dores dessa sina
Criaram essa corrida, e todas suas armadilhas
Se não bastasse tudo isso, a largada queimaria
Me ensinaram o que adorar, esquecendo o que eu queria
Me ensinaram a estar, onde eu não serviria
Me fizeram impressionar, com o que pra mim nem existia
Tiraram as correntes, mas com cabresto da minha vida
Mas sou livre e forte guerreiro convicto
Honrar os que lutaram, bem vivo eu persisto
Igualdade no mundo paz é quem decide
Irmãos e irmãs unidos na áfrica de origem
Amor é só de mãe, a áfrica sou grato
É pena ver seu filho se sentir num orfanato
Preto, não chame de moreno, mulato
Vitima da policia, do capitão do mato
Malicia a vida exige, beleza e orgulho a ginga exibe
“As caixa” faz barulho, é musica, tudo nosso
Cardápio de cabelo crespo, lábios grossos
Escura melanina, longe da guilhotina
A salvo, bem longe do alvo das carabina
Meninos e meninas força e auto estima
Cabeça baixa só quando a gente estiver em cima
O mar não é piscina, guerreiro
Os corpos mergulharam, navio negreiro não é cruzeiro
Isqueiro pra acender, o fogo é pra queimar
Racismo incendiar, nem chame pelo bombeiro
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